Afinal! O que é coaching e para que ele serve?


Para definir em uma frase o que significa coaching, podemos usar a apresentada pelo site Wikipédia: “Coaching é um processo definido com um acordo entre o coach (profissional) e o coachee (cliente) para atingir um objetivo desejado pelo cliente.” Ou seja, um processo que utilizando de ferramentas e métodos estruturados, vai levar o coachee de um estado atual para o estado desejado.

John Whitmore, autor do livro Coaching para Performance e um dos principais autores de Coaching Executivo da atualidade, explica que “Coaching consiste em liberar o potencial de uma pessoa para incrementar ao máximo seu desempenho. Em ajudá-la a aprender em lugar de ensiná-la".

Milton Erickson acreditava que todas as respostas estão dentro de nós mesmos, no nosso subconsciente. Quando falamos em “ensinar a aprender”, podemos interpretar também como ajudar no autoconhecimento, tendo em vista que dentro de cada indivíduo estão as respostas para perguntas como: devo mudar de carreira? Por que meus relacionamentos não duram? Como fazer para ter mais prosperidade na vida?

Esses e muitos outros questionamentos internos são a base e o ponto de partida para o trabalho de coaching. Os objetivos e estados desejados podem ser em qualquer área da vida do cliente: pessoal, profissional, emocional, espiritual, tudo que nos torna completos e complexos como seres humanos.

Através da definição do objetivo ou estado desejado, o coach tem o ponto de partida para utilizar todas as ferramentas e métodos para conduzir o coachee ao sucesso.

Apesar das definições diversas, todas se assemelham em um ponto, o desenvolvimento do indivíduo para o alcance de um novo estado desejado. Por esse motivo o coaching pode ser confundido com outras metodologias que também buscam a auto realização e a felicidade do cliente, como mentoring, couseling, que são abordagens feitas por profissionais mais experientes que trabalham orientando e aconselhando diretamente o indivíduo. Outro processo com características de orientação como treinamento, consultoria e ensino, que também procuram trazer as soluções prontas de alguma forma para o cliente. Porém, o processo de coaching se diferencia pela forma que é realizado. Todo ser humanos tem necessidade de ser ouvido na essência, ser notado, reconhecido e amando e além disso, ter o direito de errar se ser julgado.

Voltando a citar Erickson em sua afirmação de que todo indivíduo tem as respostas dentro de si, o processo de coaching se baseia justamente em ajudar o coachee a encontrar essas respostas com perguntas chaves e poderosas. Pode ser considerado um processo muito mais participativo do que passivo. Não devemos em hipótese alguma menosprezar as demais abordagens, o intuito aqui é apenas esclarecer e pontuar a atuação do coach e não diminuir a importância de qualquer outra abordagem, visto que todas têm seu papel bem definido de grande importância.

O processo de coach é pautado em 4 princípios essenciais, levando em consideração, inclusive, as necessidades humanas já citadas, para que tudo ocorra com eficiência e cumplicidade entre coach e coachee:

Ética e confidencialidade: é preciso que exista entre coach e coachee um acordo de confiança. Assuntos tratados durante as sessões de coaching são exclusivos do cliente, nada do que é dito ou escrito deve ser utilizado ou repassado de forma inconsequente, a não ser sob autorização expressa do coachee quando existir a necessidade de compartilhamento de algum item ou solução do processo.

Foco no futuro: o processo trata de situações do presente, mas sempre vislumbrando melhoria contínua para os tempos que virão. Mudanças efetivas que tragam maior desempenho, equilíbrio ou que seja que tenha sido o objetivo acordado para o processo de coach, o estado desejado.

Ações: tratando-se de um movimento para mudar e/ou melhorar algo, como todo aprendizado, o coaching exige além de orientações e questionamentos, a prática. Exercitar conceitos, atitudes e comportamentos para promover o aprendizado efetivo e o progresso concreto, é essencial para o sucesso do processo. Não basta querer mudar ou melhorar é preciso começar o movimento.

Ausência de julgamento: Não é possível ouvir de forma inteira o que o coachee tem para dizer se o coach deixar que suas experiências de vida e/ou opiniões interfiram com seu julgamento. Não existe errado, injusto, imoral e/ou ruim no que o cliente vivencia(ou), não na cabeça do coach. Qualquer julgamento poderá interferir em sua atuação prejudicando o processo. É preciso que o profissional respeite e aceite a história e a visão de mundo de seu coachee para ter clareza suficiente em suas ações.

Resumidamente, o profissional estabelece um campo relacional onde existe vulnerabilidade e aceitação, além de respeito mútuos pela história e a vida de cada um. Um trato é feito entre coach e coachee, onde ambos comprometem-se com o processo e seus resultados, só assim é possível estabelecer confiança suficiente para compartilhar muitas vezes, situações extremamente íntimas e de qualquer natureza.

A partir de então, é possível conseguir informações para estabelecer a meta que será o objeto do planejamento e desenvolvimento de todas as ações que se seguem. Definição de ferramentas que serão ou não aplicadas.

Quanto ao campo de atuação de um coach, existes dois grandes grupos, Self/Life Coaching e Executive e/ou Business Coaching. Tratando de aspectos de vida pessoal e profissional, respectivamente, do coachee. Porém, dentro de cada nicho existe um leque de subdivisões ou especialidades que existem para cada tipo de necessidade dos coachees.

Diversos e estudos e práticas comprovam as muitas vantagens de passar pelo processo de coach, tanto em âmbito pessoal quanto profissional.

A ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida, aponta que o coaching pode proporcionar de acordo com as necessidades de cada cliente, benefício como:

  • Aumento e estimulo ao autoconhecimento;

  • Desenvolver competências e potencializar o crescimento pessoal e profissional;

  • Identificação e eliminação de bloqueios;

  • Aumento da autoestima e da autoconfiança;

  • Expansão do potencial criativo;

  • Estímulo intelectual;

  • Diminuição dos níveis de estresse;

  • Maior clareza para definir metas e traçar objetivos;

  • Maior discernimento e capacidade para tomada de decisões;

  • Melhoria significativa nos relacionamentos interpessoais;

  • Aumento na capacidade de gerenciar conflitos;

  • Desenvolvimento da inteligência emocional;

  • Melhora na comunicação e na capacidade de influenciar pessoas;

  • Redução de resistência à mudança;

  • Satisfação pessoal e aumento no nível de determinação e vitalidade;

  • Melhor equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional;

  • Melhoria na qualidade de vida.

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© 2015 by Nanda Ricci.

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